Nesta antiga trajetória como psicóloga, já realizei diversos programas de Bem estar físico, onde a maioria das queixas eram a dificuldade em emagrecer. E um de meus materiais eu sempre desmembrava a palavra Alimenta + Ação.
Quer saber porque?
Ao trabalhar superação de obstáculos mentais, sabotadores, dificuldades de emagrecer, até os sintomas físicos como a fadiga, humor, má digestão e até mesmo problemas de imunidade, muitos vinham decorrentes má alimentação.
E estudando o processo como um todo, buscava junto com os pacientes, as raízes da fome emocional, para de forma mais assertiva, ajudá-los a criarem as melhores ações comportamentais e mentais e escolhas necessárias para uma vida mais saudável, no corpo e na alma.
Há os que alimentam não apenas o corpo, mas também os sentimentos. É preciso, então, aprender a identificar este tipo de fome: Como costuma surgir? Tem vontade de coisas específicas? A necessidade de saciedade é imediata após o ingestão do alimento, ou continua com a sensação de fome?
Destaco sempre nestes trabalhos a importância da alimentação balanceada, e sua ligação à ansiedade na rotina diária e ao controle de alguns distúrbios psíquicos. A visão holística para este caso é primordial.
Por exemplo a bulimia e a anorexia que já se encontram relacionadas aos sintomas de depressão à prática alimentar, acompanhadas por distúrbios de imagens e baixa autoestima.
Mas sabemos que o conceito “Comida“ não é só alimentos que servem para matar a fome. Os alimentos também podem ser objetos de ritual em torno da alimentação, têm um valor cultural, emocional e social importante.
São chamadas comfort foods, “comida de conforto” ou comida afetiva, pratos que despertam emoções de alegria, aconchego e nos remetem a momentos especiais como passar as férias nas casas dos avós, ou o almoço de família no Natal.
Assim como as comidas afetivas, quero propor uma forma de melhorar sua relação com a comida e entender de uma vez por todas que comida saudável pode ser muito saborosa.
A forma de alimentação depende única e exclusivamente da sua Ação (o que vai comprar, o que vai cozinhar,o que vai escolher…).
Num mundo com rotinas tão aceleradas, essa observações sobre suas AÇÕES, vão ficando cada vez mais difíceis e tendemos cada vez mais a caminhos mais rápidos porém menos saudáveis.
Quero resgatar com você a ideia de comer mais consciente, desfrutando de todos os aspectos que a comida tem a oferecer. Podendo além de serem gostosas, estarem sempre relacionadas ao propósito do bem-estar.
Vamos de “para casa”?
- Procure incluir sempre cores e variedade de alimentos em suas refeições.
- Aumente os alimentos verdadeiros e naturais e diminua os alimentos processados, industrializados.
- Diminua as frituras e açúcares (escolha melhores versões e evite adoçar suas bebidas).
- Coma devagar e mastigue bem os alimentos em cada refeição.
- Interaja com as pessoas à mesa valorizando o que come.
- Perceba sempre suas ações diante da comida e para escolher a comida.
E principalmente sinta prazer de comer, sempre saudável!